Home Devocionais do Bispo Do céu para a Terra ou da Terra para o céu?

Do céu para a Terra ou da Terra para o céu?

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Os filhos de Deus comportam-se de acordo com a sua nova acepção conquista por Jesus, isto é, precisam verdadeiramente assumir sua identidade de filho, e não mais de servo. Os filhos já são por natureza abençoados, curados. Há um novo paradigma: Jesus.

É necessário entender que todas as promessas de Deus em relação ao futuro de seus filhos já aconteceram, à medida que se vive, seguindo o influxo da obediência, tais promessas se cumprem. Ou seja, a vida abundante é consequência direta da obediência.  Assim, conclui-se que a vontade de Deus para seus filhos já está perfeitamente completa.

Os filhos foram eleitos antes mesmo de o mundo existir, de acordo com Efésios 1:4 e 2Tm 1:9. Seus filhos foram chamados, vocacionados para um propósito antes mesmo dos tempos eternos.  Deus, em sua perfeita completude espaço-temporal, fez seus filhos para boas e grandes obras, para que andassem nelas, antes mesmo de nascerem. Dessa forma, quando um filho imagina um futuro ruim, o está imaginando sem Deus. Trata-se, portanto, do pior cenário possível, já que, nesse caso, Deus não foi adicionado à equação da vida e do futuro. Ressalta-se: o Senhor já aperfeiçoou aqueles que estão sendo diariamente santificados.

Todas as obras são feitas em Deus e, dessa forma, quando Ele concede aos seus filhos a visão de um sonho que ainda não foi por eles vivido ou concretizado significa que Ele está lhes mostrando o seu futuro. Pois, os filhos estão em constante crescimento e aperfeiçoamento; são obras (ainda) inacabadas, mas que já foram vistas em sua versão final por Deus.

A Glória de Deus está sempre em um plano crescente que transforma continuamente os seus filhos, é um ajuste suave que impulsiona a marcha e faz seus filhos avançarem.

Os filhos foram chamados pela sua glória e virtude, não podem se vangloriar em nada, senão no Pai. Pois, ele tem dado grandes e preciosas promessas para que eles se tornem cada vez mais participantes da natureza divina e, dessa maneira, fiquem blindados contra todo tipo de maldade, livrando-os das paixões e corrupções do mundo. Ou seja, o plano de Deus dá um destino aos seus filhos. E “destino” significa o fim de um jornada. Há um lugar preparado para cada filho e este é o lugar onde cada um deve chegar, pois, a essência com a qual Deus os criou os leva até o seu destino. Jesus veio parar criar uma nova raça, era unigênito e fez-se primogênito. Unigênito, pois era o único de sua espécie, mas a partir do seu sacrifício tornou-se o primeiro de muitos filhos – primogênito.

Em Romanos 8:30 Paulo escreve “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.”. Predestinação é composta de duas palavras separadas: “pré”, significando de antemão, e “destino” ou “destinação”. Isso quer dizer que o homem já está previamente destinado para chegar ao ponto em que Deus espera, o homem já é previamente destinado ao seu padrão celestial. Quantos alcançarão este ponto? Ora, é preciso chegar nesse lugar, pois, o destino de cada um de seus filhos tem a ver com o que eles já são hoje e, portanto, precisam crescer, romper as próprias barreiras para alcançar o que Deus preparou.

Ademais, é importante destacar que o destino não está (apenas) no futuro, o destino é encontrado no presente, o destino é também o presente. Pois cada um já carrega dentro de si aquilo que precisa para se tornar a sua versão final. Dessa forma, cada um deve abraçar o que está dentro de si. Para que isso ocorra, é necessário crescer, fazer a travessia para o novo horizonte e queimar de vez as pontes que levam ao passado. É preciso que cada um seja genuinamente único em si mesmo, isto é, é preciso que cada um aja dentro de sua própria singularidade, pois há propósito até nisso.

A luta é inerente à vida do crente, em todo momento de transposição, de rompimento de ciclo haverá oposição e resistência, porque efetivamente o inimigo não quer que os filhos de Deus alcancem o que lhes é de direito. Mas ressalta-se: os crentes são os filhos da tempestade, são os dominadores de tempestades. Portanto, ao enfrentar uma pressão maior, uma barreira mais densa e APARENTEMENTE intransponível ali então se encontrará a promoção para a próxima fase; ali estará o (re)novo de Deus.

Assim, pode-se afirmar que Deus já preparou previamente os seus filhos e não lhes dá inimigo maior do que a sua preparação. Há cães e gigantes nas portas que antecedem às promoções, às vitórias. Mas todas as ferramentas necessárias para a transposição das barreiras alcançaram os filhos, no caminho. Tudo o que se requer é o alinhamento e a retidão para com Deus.

O salmista afirma “Sejam manifestos os teus feitos aos teus servos, e aos filhos deles o teu esplendor!” (Salmos 90:16) e assim passamos a ter a certeza de que nos apropriarmos de uma promessa nos faz, na verdade, parecer cada vez mais com o Pai. Pois, Deus nos trata melhor do que merecemos. E, nessa sistemática, ser abençoado passa a ser algo totalmente natural.

Mas é necessário alertar que existem ações sobrenaturais tentando impedir os filhos de alcançarem a benção, que já está disponível. A maldição é instrumento que busca bloquear o acesso dos filhos à benção. No entanto, tudo coopera para o bem daqueles que obedecem e Jesus mandou lançar as redes porque toda a falta, toda a dor, toda a dificuldade já haviam sido por ele revogadas.

Assim, precisamos buscar menos trabalho e muito mais resultado; mais trabalho e ainda mais resultado, pois, as futuras gerações reconhecerão nesta geração o legado das bênçãos.

O pecador traz oposição contra si mesmo, no entanto, a partir do arrependimento verdadeiro o perdão é derramado. Jesus afirmava “se quiserdes e me ouvirdes, vocês comerão o melhor desta terra”, ou seja, a partir do momento em que os filhos alinham o seu destino com os princípios de Deus eles seguem, obedecem e não pecam mais.

Por fim, creia que todas as coisas cooperarão – os contratos cooperarão; as portas cooperarão; os relacionamentos cooperarão para o bem daqueles que o temem. Já há o “sim” e o “amém” para a cura, para a libertação, para a restauração dos casamentos e dos lares.

Os filhos foram chamados para revelar as maravilhas de seu Pai, portanto, precisam pegar o que já é seu – já está tudo pronto, não é preciso suar tanto para alcançar resultados efetivos. Esse é o tempo de maior frutificação dos filhos, que estão sentados com Cristo nas regiões celestiais, pois, são as escrituras o padrão do céu (e não as experiências ruins vividas pelos homens).

Assim, é preciso ter sempre em mente que na cruz Jesus já fez tudo, os filhos são como oficiais designados para executar o que já fora feito. Portanto, precisam avançar, ocupar e pegar aquilo que já foi consumado!

Bispo JB Carvalho, 9 de abril de 2017. Culta da Família e Santa Ceia.

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